O estado de Kentucky, nos Estados Unidos, entrou em alerta máximo sobre um suposto vírus. Uma ameaça de proporções desconhecidas, capaz de transformar os mortos em criaturas que, até então, pertenciam apenas à ficção: Zumbis.
No início, ninguém compreendia o que estava acontecendo. Não havia precedentes, explicações ou qualquer certeza sobre a tal ameaça, porém ainda assim, em questão de horas, todas as fronteiras foram fechadas e o pânico foi instaurado.
Ninguém entrava. Ninguém saía.
Voos foram cancelados, estradas interditadas e qualquer tentativa de deixar o estado passou a ser tratada como uma violação das ordens governamentais. Aqueles que insistiam em fugir eram mortos a sangue-frio. E em poucos dias, a construção de barreiras de proporções colossais começou na fronteira de Kentucky.
A comunicação com o mundo exterior foi interrompida. Não era mais possível realizar ligações e perdeu-se qualquer acesso à internet.
O governo alegava que todas aquelas medidas eram necessárias para conter a ameaça, mas aquilo tudo não parecia se resumir a simples bloqueios ou medidas emergenciais. Ninguém oferecia uma explicação convincente para tamanha mobilização, uma vez que nenhuma pessoa doente até então havia sido avistada.
Teorias começaram a se espalhar: alguns diziam que estavam tentando implementar uma ditadura, enquanto outros acreditavam no governo e no suposto vírus. Até teorias envolvendo alienígenas surgiram.
O caos estava tomando conta do estado. Lojas de ferramentas, armas e supermercados foram saqueados, e as pessoas começaram a estocar alimentos e recursos em casa. Manifestações aconteciam diariamente, mas nem mesmo as autoridades locais sabiam dizer com clareza o que estava acontecendo.
À medida que os últimos acessos eram fechados, uma pergunta se tornava impossível de ignorar:
Se o governo dos Estados Unidos pretendia salvar aquelas pessoas, por que estava fazendo de tudo para garantir que nenhuma delas pudesse sair?